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Quando apresentámos pela primeira vez o projecto CPAV à comunidade de colegas - no Teatro da Trindade, em Lisboa – eu estava nervosa, não sabia se a ideia seria aceite. Só nesse dia fizemos 60 membros! Foi uma belíssima demonstração de vontade de mudança.
Hoje, passados três anos – e apesar dos obstáculos laborais em que vivemos - eis-nos com a mesma vontade de trabalhar; com uma valiosa bagagem de experiência associativa e com muito mais esperança que no primeiro dia.
O CPAV não tem qualquer fim lucrativo. É uma criação comunitária inteiramente suportada por profissionais e empresas de Televisão, Cinema e Publicidade. Pessoas que partilham consigo o local de trabalho todos os dias.
Vemos as nossas tabelas nas secretárias de Directores de Produção; temos sido recebidos na Assembleia da República; somos procurados por jornalistas quando há assuntos a esclarecer e até as associações de produtores – apesar de resistentes aos nossos pedidos de reunião – nos afirmam estar de acordo com a necessidade de acabar com os recibos verdes nestas profissões.
A nossa postura é contrária à ideia de que o associativismo serve para debates hostis e guerras inflamadas. O CPAV é um apelo ao melhor que existe em cada um de nós, um apelo ao amor-próprio, à preocupação pela globalidade de um sector, de um País. É a prova do nosso potencial colectivo para mudar alguma coisa no mundo.
Perguntam-me muitas vezes por que razão me dedico a isto. Faço-o para que a minha profissão e a dos meus colegas seja encarada de forma mais justa em termos de remuneração, de condições de trabalho e de reconhecimento pelo sociedade e pelo Estado.
Faço-o para os que vêm a seguir, os que saem das escolas todos os anos, para que tenham acesso à informação, para que não descubram da pior maneira, para que possam decidir sobre o seu futuro de cabeça erguida.
A crise económica que atravessamos é também uma crise de inovação e de criatividade. É preciso sonhar e ver para além dos sacrifícios que nos pedem diariamente. É preciso mudar a vida. E é para isso que aqui estamos.
Eu acredito em nós. Acredito que o CPAV está a melhorar e é esse o objectivo: alguém tem uma ideia, outra pessoa acrescenta alguma coisa, e assim por diante. Se considera que este projecto é útil hoje, imagine como será dentro de 5 ou 10 anos.
Sempre que vejo um making of, penso que somos maiores do que acreditamos. Nós, os profissionais, somos muito mais do que um nome num cheque. Através do nosso trabalho, nós levamos o mundo às vidas das pessoas.
O CPAV está a encontrar cada vez mais desafios internos (de organização e administração) e externos (institucionais, humanos, sociais e laborais). Agradecemos a todos os membros e empresas que têm contribuído com donativos e protocolos para o nosso crescimento, mas para sermos eficientes e respondermos a tudo, vamos precisar de mais voluntários e de mais dinheiro. Por isso peço agora a sua ajuda para podermos continuar este trabalho.
Obrigado por visitar o nosso site. Você já faz parte da nossa História.
Junte-se a nós tornando-se membro hoje.
Michelle Chan, Perchista |